Selic e CDI: as duas taxas que decidem quanto seu dinheiro rende
Quando o Copom mexe nos juros, seu CDB, seu Tesouro e até a parcela do financiamento sentem. Entenda a ligação.
Toda vez que o noticiário fala que o Copom subiu ou cortou a Selic, muita gente troca de canal. Mas essa decisão chega direto no seu bolso, tanto no que você ganha investindo quanto no que paga quando pega crédito.
O que é a Selic
A Selic é a taxa básica de juros. É com ela que o Banco Central tenta controlar a inflação: juros altos encarecem o crédito, esfriam o consumo e seguram os preços. Juros baixos fazem o contrário e estimulam a economia.
O alvo dessa política é a inflação oficial, medida pelo IPCA. Se o IPCA ameaça passar da meta, a tendência é a Selic subir.
E onde entra o CDI
O CDI é a taxa que os bancos cobram uns dos outros em empréstimos de um dia. Na prática, ele anda quase grudado na Selic, poucos centésimos abaixo. Por isso virou a régua da renda fixa: quando um CDB promete "110% do CDI", ele está dizendo que vai render 10% a mais que essa taxa de referência.
Selic alta é boa notícia para quem investe em renda fixa e má notícia para quem está endividado.
O que fazer com isso
Acompanhar a Selic ajuda a entender por que a poupança fica para trás em tempos de juros altos e por que títulos como o Tesouro Selic ganham destaque. Também ajuda a decidir a hora de quitar dívidas caras, como o rotativo do cartão.