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Selic e CDI: as duas taxas que decidem quanto seu dinheiro rende

Quando o Copom mexe nos juros, seu CDB, seu Tesouro e até a parcela do financiamento sentem. Entenda a ligação.

Por Redação Finpédia · · 6 min de leitura

Toda vez que o noticiário fala que o Copom subiu ou cortou a Selic, muita gente troca de canal. Mas essa decisão chega direto no seu bolso, tanto no que você ganha investindo quanto no que paga quando pega crédito.

O que é a Selic

A Selic é a taxa básica de juros. É com ela que o Banco Central tenta controlar a inflação: juros altos encarecem o crédito, esfriam o consumo e seguram os preços. Juros baixos fazem o contrário e estimulam a economia.

O alvo dessa política é a inflação oficial, medida pelo IPCA. Se o IPCA ameaça passar da meta, a tendência é a Selic subir.

E onde entra o CDI

O CDI é a taxa que os bancos cobram uns dos outros em empréstimos de um dia. Na prática, ele anda quase grudado na Selic, poucos centésimos abaixo. Por isso virou a régua da renda fixa: quando um CDB promete "110% do CDI", ele está dizendo que vai render 10% a mais que essa taxa de referência.

Selic alta é boa notícia para quem investe em renda fixa e má notícia para quem está endividado.
Exemplo: com um CDI hipotético de 12% ao ano, um CDB de 100% do CDI renderia 12% brutos em 12 meses. Depois do IR regressivo de 17,5% (prazo entre 361 e 720 dias), sobram cerca de 9,9% líquidos.

O que fazer com isso

Acompanhar a Selic ajuda a entender por que a poupança fica para trás em tempos de juros altos e por que títulos como o Tesouro Selic ganham destaque. Também ajuda a decidir a hora de quitar dívidas caras, como o rotativo do cartão.

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